A burocracia da primeira semana
Posted by Reticentemar 5
Desde que cheguei por aqui, estou aproveitando essa primeira semana para resolver as necessidades burocráticas. São muitas.
A primeira coisa a fazer é abrir logo a conta no banco para reduzir o tempo de espera do pagamento da Capes. Segundo eles, o prazo para o primeiro pagamento é de pelo menos 15 dias úteis “a partir da data do ofício de pagamento constante no extrato, disponível no SAC-Exterior”. Isso tá com cara que vai passar um mês… É bom sempre acompanhar o extrato no sistema da Capes.
Para abrir a conta é preciso um comprovante de residência e o documento intitulado “A qui de doit”, confirmando que você é um bolsista do governo brasileiro e cuja bolsa é de “tantos euros por mês”. Esse último documento é fornecido pela Capes, já em francês, quando você ainda está no Brasil. Quanto ao comprovante de residência, foi a primeira coisa que a Maison du Brésil me entregou (juntamente com as regras de funcionamento da casa). Ah! Não esqueça de ter sempre em mãos algumas fotos 3,5 x 4,5 (além das 3×4). Caso não consiga tirar no Brasil, você pode fazer isso em uma das cabines automáticas espalhadas pela cidade (já vi na estação de metrô Gare du Nord e aqui mesmo na Cité). Basta colocar 4 euros e seguir as instruções. Atenção: as máquinas, apesar de aceitarem notas de 5 euros, não fornecem troco! Eu caí nessa.
Eu acabei abrindo a conta no banco BNP Paribas, cuja agência é dentro da própria Cité Universitaire. O Paribas cobra uma taxa de 7,50 euros por mês de serviços. Só depois fiquei sabendo que existem outros bancos com taxas menores, tais como o Banque Postale (uma espécie de instituição pública filiada aos correios) e o LCL (Le Crédit Lyonnais). No entanto, parece que o processo de abertura de conta, de emissão de cheque e cartão demora um pouco mais.
Depois que abri a conta no banco, fui tentar resolver logo a tão desejada “carte de séjour”. Trata-se de um tipo de identidade para estrangeiros que autoriza a residir na França durante o período do visto. Isso é importante porque, além de mostrar que você está quite com a imigração, lhe dá direito a alguns benefícios (inclusive pleitear uma ajuda de custo ao governo francês). Pelo que entendi até agora, não passa de precioso selo ou carimbo no passaporte…
Infelizmente ontem eu não consegui resolver a carte de séjour. Depois de rodar bastante de metrô (até a última estação da linha 4, a Porte de Clignant Court), apresentei-me no guichê com a documentação e, bastante simpática, a atendente pediu para que eu voltasse na segunda pela manhã “que seria melhor para mim”. Fazer o quê?. Pensando bem… talvez tenha sido até melhor porque, na ocasião, eu estava sem o seguro de saúde e desconfio que iriam pedi-lo.
O seguro de saúde eu fiz hoje através da instituição PEE (Prevoyance Etudiants Etrangers), uma das mais baratas. Por seis meses, o seguro me custou 94,00 euros. Eu sei que existem outras instituições particulares, além da CMU (Couverture Maladie Universelle) do governo. Para a última, no entanto, é preciso que você ateste sua renda do ano anterior. Caso ela ultrapasse um valor específico, o seguro não cobre tudo. Vale destacar que, ao procurar o setor de atendimento aos estudantes aqui da Cité, eles me indicaram duas opções: a privada PEE e a CMU.
O escritório da PEE fica na Thibaud, 1 (próximo ao metrô Alésia). É bem perto aqui da Cité… gastei mais ou menos 50 minutos de caminhada, contando a ida e a volta. Sem contar que vale a pena atravessar o belo Parc Montsouris, um dos maiores de Paris.
3 comments
Comentário by B.O.B. on 5 de março de 2010 at 16:33
Muito bom seu passo-a-passo.
Comentário by Livia Ferreira on 6 de março de 2010 at 2:38
Então, pelo que entendi, a última burocracia pendente é a carte de séjour agora, certo? Pra aí sim, começar a de fato curtir a viagem, sem preocupações ou pendências. Lá vem a melhor parte!!
Comentário by Lívia Ayres on 8 de março de 2010 at 18:59
Aproveita Irmaummmm…. hehehhee